Como já foi dito, eu andei muito pra chegar onde tô agora, e manjo que falta muito pra chegar onde pretendo. Nas andanças esbarrei em um monte de gente, como já foi dito também. Mas esqueci de mencionar as vezes que me esbarrei com os caras mais legais. Vamos do ponto que eu me liguei que o Acaso poderia estar querendo me ajudar. Eu, no começo, achava que o Acaso realmente não se importava muito comigo, até perceber que isso parecia muito egoísta, pois entendi que ele é um cara ligeiro, e que se eu quisesse me sentir bem quando ele surgia, teria que aproveitar ao máximo suas rápidas aparições. Percebi isso quando eu finalmente consegui compreender o que ele sempre falava quando passava por mim, ele dizia tão rápido que eu nem entendia, ele só gritava “Bora que eu tô com pressa!”, como não entendia o que ele gritava, só deixava passar, e foi perdendo muita coisa que decidi prestar atenção no que ele dizia. Quando parei pra escutar seu grito, manjei logo que teria que pensar rápido e seguir ele correndo. Então vi que me aproveitar do Acaso seria muito proveitoso, e foi assim que percebi que ele sempre tava acompanhado. Quem sempre estava na companhia do Acaso era a Sorte. Percebendo que esses caras sempre tavam juntos, vi que o Acaso não era tão ruim quanto eu pensava, que na verdade, a bondade dele dependia mais era de mim. Então eu simplesmente aproveitava as aparições do Acaso e da Sorte o máximo que podia, sem me importar se estaria deixando o Tempo passar agindo desse jeito. Indo nessa, logo comecei a viver coisas que antes deixava passar, e até poderiam ser coisas rápidas, momentos rápidos, às vezes eram em questão de segundos, mas faziam com o que o resto das horas passasse diferente, eram coisas que pareciam tão pequenas, mas que mudavam as coisas de um jeito enorme. Momentos que me traziam um sentimento bom, me davam uma leveza, um bem estar, às vezes me davam mais vontade de fazer qualquer coisa que antes eu estivesse desanimado pra fazer, e foram nessas tantas vezes que eu me esbarrei com a Felicidade. O Acaso me mostrou a Sorte e a Felicidade, e parece que eles agem assim: O Acaso trama alguma coisa, e a Sorte faz acontecer, e acontece tudo tão rápido, de um jeito que quando acontece eu demoro pra associar toda a situação, parecendo assustado, tudo que eu consigo pensar no início é “Comé que pode?!”. Mas eu me recomponho, e me ligo que se ficar assustado posso perder a oportunidade de me aproveitar da situação, então começo a organizar as coisas pra não perder nenhum detalhe do que é que esteja acontecendo, pra ficar tudo gravado, e que mais tarde eu me lembre desses detalhes e possa aproveitar das lembranças com Felicidade, pois no fim de toda a trama do Acaso, é só ela que resta. Muitas vezes eu saio arrependido de ter perdido algum detalhe, ou ter deixado de ter feito ou dito alguma coisa, aí então, o que resta é só esperar por outra tramóia do Acaso. E esse é o grande problema, a forma que o Acaso me leva até a Felicidade é sempre uma surpresa, é algo inesperado, uma sensação boa, tão boa de um jeito que chega a viciar. Mas o Acaso não segue às minhas ordens, ele mesmo faz seu plano dar certo, e o que resta é esperar por suas aparições. Com certeza existem várias outras maneiras de encontrar a Felicidade, mas o jeito que ela vem depois das tramas do Acaso é a melhor delas, por que tem o “a mais” da surpresa, ela tá, tipo, “aditivada”.
Mas toda essa situação não me fez ficar só esperando o Tempo deixar o Acaso agir, vejo que o as ações do Acaso dependem um pouco das minhas, e quanto mais tempo eu fico parado, mais tempo ele leva para aparecer. E outra, eu busco, na verdade, outras formas de me encontrar com a Felicidade. E nessas buscas eu percebi que concordo com o velho ditado popular: “Não há caminhos para a felicidade, a felicidade é o caminho.” Na verdade, eu meio que concordo, pois vejo que ela não é um caminho, que ela serve mais como um combustível para continuar seguindo, como eu mencionei antes, a Felicidade me dá mais vontade de fazer qualquer coisa. E desse jeito eu descobri que posso encontrar esse meu combustível em qualquer lugar, seja nas pequenas aparições do Acaso, que de primeira me fazem só pensar em como esse tipo de coisa pode estar acontecendo, com a singela frase “Comé que pode?!”, e no fim encontrar “Felicidade Aditivada”, seja me perdendo nas histórias da Nostalgia, que é um jeito perigoso de encontrar a Felicidade, pois tem que saber parar de escutar antes que ela me traga a Tristeza, ou em qualquer outra besteira que me faça simplesmente sorrir, que não é uma coisa difícil. Desse jeito eu vi que usar a Felicidade como um combustível, pra mim é bem mais vantajoso, já que encontrei modos tão simples de achar-la. E me aproveito desse combustível para continuar seguindo na minha corrida contra o Tempo, pois me impulsiona mais do que qualquer outro “combustível” que já testei, e quando é aditivada, nem afeta meu motor negativamente, e ainda é renovável, nem agride o planeta.
Adorei o contexto da "Felicidade Aditivada"
ResponderExcluirEi! Adorei seu texto! Vou ler o outros quando tiver mais um tempinho. Dá uma passada no meu blog também - http://coroasdeeternia.blogspot.com/. Estou publicando os capítulos do meu livro e algumas ilustrações ligadas a ele.
ResponderExcluirGostaria muito que você deixasse seus comentários!
Beijos e até mais!!! =D